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Tipos de combustível
As gasolinas à venda para carros de passeio hoje em dia (amarela e azul) são, em parte, constituídas por hidrocarbonetos naturais derivados diretamente do petróleo bruto e em parte de hidrocarbonetos reconstituídos a partir dos produtos pesados e leves de uso menos comum. Esta particularidade torna a gasolina mais sensível à oxidação quando em contato com o ar. A oxidação dá origem a gomas (produtos de tom marrom e viscosos), que se depositam nas hastes das válvulas e nos segmentos dos pistões, resultando num bloqueio do motor a frio.

A oxidação acontece mais freqüentemente nos veículos que são pouco utilizados e permanecem com baixo nível de gasolina no reservatório, permitindo um contato mais prolongado com o ar, propiciando a formação de gomas.

Para evitar estes inconvenientes são adicionados aditivos antigomas na gasolina e esta é comercializada com o nome de gasolina aditivada.

Para uma pouca utilização do veículo (ou seja, abaixo de 10 km/dia) é bom usar gasolina aditivada pois assim evita-se a formação de "detergentes" provenientes da gasolina comum que, com o tempo, impedem a boa performance do funcionamento das válvulas do motor. A gasolina aditivada é, portanto, um preventivo para formação destas substâncias, e não, como muitos pensam, um estimulante para a potência do veículo.

Para carros que rodam acima dos 10 km/dia pode-se utilizar a gasolina comum e, alternadamente, a gasolina aditivada. Carros que rodam acima dos 10 km/dia não sofrem com o problema de acúmulo de tais detergentes, não necessitando, assim, de utilização sistemática da gasolina aditivada.